Aprendendo com o Livro dos Espíritos questão 74
O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na divina estrutura do
Espírito; é pois, uma espécie de programação da Divindade, na formação da
alma. Podemos analisar os animais: a cada espécie é determinado
desenvolver um tipo de vida, e todas as gerações fazem o mesmo, por lhes
faltar a razão, sendo ela o fator Primordial no aprimoramento de métodos
de todas as criaturas humanas, é bom se notar que o homem de ontem não
teria as mesmas condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de
modo que o bem-estar cresceu, por ser fruto da inteligência. E, como já
dissemos, também a inteligência irá ceder lugar à intuição, que tem
aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente: o primeiro é
terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para crescer e
iluminar.
O instinto, no Espírito encarnado, não atrofia da maneira que muitos
pensam, para que a inteligência o domine com toda a exuberância. Ele não
desaparece. Notamos sua ação orientadora no mundo inteiro, como sendo uma
mente instintiva, a orientar todos os órgãos, senão todo o mundo celular
e, como inteligência, notamos sua ação benfeitora no campo externo,
desenvolvendo as condições exteriores para a sua própria felicidade.
Quando os sentimentos se iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a
coletividade, pela força do amor. A inteligência é prova evidente da
maturidade da alma, e é neste momento que Deus acha conveniente que o
Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios pés, que entre na fase
de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que faz com as suas
faculdades. O instinto é cego no tocante a escolhas por si mesmo; é uma
programação, se assim podemos dizer. Já a inteligência tem a capacidade de
selecionar e saber o melhor. Ela faz parte mais diretamente da consciência
e tira dela informações sobre as leis naturais da vida e das vidas
sucessivas.
Que Deus nos abençoe, para que possamos entender melhor a vida que
vivemos
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