Aprendendc com o livro dos Espíritos questão 73
Já falamos algumas vezes que o instinto é uma inteligência rudimentar sem
a conquista do raciocínio, é um atributo do Espírito em marcha para a
perfeição. No animal ele é, pois, o primeiro clarão da alma, esforçando-se
para chegar às condições do humano. A mão divina atende a toda a criação,
de acordo com a sua elevação espiritual. O animal, na sua condição
instintiva, nos mostra com clareza, o quanto já viajou, desde os primeiros
movimentos da mônada, procurando se expressar em um corpo. Como é infinita
a ascensão, ele não pára de buscar e nesta busca encontra as inúmeras
possibilidades do despertamento das suas qualidades, onde Deus deu o toque
de vida.
Dificilmente poderemos constatar onde termina o instinto e começa a razão.
Esses dois valores se confundem e se aprimoram no decorrer da vida, em
busca de Deus. A transmutação é vagarosa, entretanto, nunca se estaciona.
Ela avança em todas as direções, procurando sempre o melhor, por ser o seu
objetivo a perfeição. O animal, além de encontrar programado nos
rudimentos da sua consciência o que deve fazer, recebe, paralelamente,
essa bênção, coadjuvante para as suas necessidades, que é o instinto,
dando ordens e formando atitudes, sem que entrem nesse movimento os
pensamentos, por não haver capacidade de formação das ideias. Se o animal
não pensa, escapam das cogitações todas as probabilidades de raciocinar.
A razão se desperta no homem, numa gradação quase imperceptível. O homem
primitivo é quase igual ao animal, mas, com possibilidades de, a qualquer
momento, começar a surgir em si ideias, de maneira a melhorar as suas
próprias condições de vida. Partiu desse primeiro passo o que aconteceu à
humanidade: chegar ao ponto a que chegou, da razão altamente desenvolvida,
de maneira que em muitos já começam a surgir os rudimentos da intuição,
resultado do raciocínio aperfeiçoado. Daí, partem outras qualidades que
até então fazem parte do desconhecido. Aquele a quem se chama de santo,
gênio ou místico já se entrega à intuição divina, e é por isso que ele
acerta mais que o homem comum. A razão é limitada para determinadas
coisas.. Ele não alcança o que podem alcançar os valores do Espírito, na
elevação que liberta de todos os interesses materiais, vivendo em completo
equilíbrio entre as leis que governam matéria e Espírito. É de se notar
que Deus está presente em toda a parte. Ele criou leis, de maneira que
elas possam vigiar onde vibram, em um esquema computável sem cito, na mais
perfeita harmonia de vida.
O modo que podemos entender até agora é este: todos somos filhos de Deus
com as mesmas possibilidades e os mesmos preitos, por herança divina,
porém, para os homens, se movendo em plena razão, a vida mostra que devem
se esforçar para conquistar, por serem filhos adultos que já sabem o que
fazer. Não nos esqueçamos de Jesus porque, para nós, Ele é o Caminho, a
Verdade e a Vida. Passando por Ele, encontraremos com mais segurança,
Deus. E com Jesus, o instinto se transforma com mais fulgor, em dons mais
aprimorados.
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