Aprendendo com o Livro dos Espíritos questão 75
Podemos comparar o instinto aos pés dos homens e a inteligência ao
exército da razão. Apesar dos meios de transportes sofisticados da época,
eles sempre precisam dos pés para tudo o que fazem. Mesmo que se lembrem
pouco deles, eles são a base da locomoção dos encarnados. A Doutrina dos
Espíritos, no seu conjunto doutrinário, nos oferece muitos meios e métodos
agradáveis, para exercitarmos todos os nossos dons, de maneira a que eles
possam crescer ampliando seus valores. Uma escada, mesmo usada por muitas
criaturas, deve conservar os primeiros degraus, sem os quais não poderá
ser usada, além de que são eles que garantem a segurança dos outros. O
instinto, o raciocínio e a intuição constituem uma escada evolutiva, são
estágios variados do mesmo dom da vida que, juntos, garantem a
estabilidade e nos proporcionam meios mais sólidos para vivermos em paz.
Nada se acaba na vida; tudo se funde e refunde em busca da perfeição.
O homem não pode desprezar o instinto porque possui a inteligência, nem o
super-homem pode abandonar a inteligência, por ter conquistado a intuição.
Todos os valores são úteis na engrenagem evolutiva de todos os seres.
Entrementes, deve-se saber usá-los na hora certa, como no momento exato
servir-se do raciocínio. O conhecimento é a base do equilíbrio e a
compreensão, o estímulo de todas as forças do bem que, somadas,
esplendem-se no amor. O instinto nunca se transvia, por ser programação da
Divindade, no centro das vidas menores, e a razão obedece ao livre
arbítrio da criatura, que necessita de experiências para que sua
disciplina se alie ao bom senso.
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