Os antigos videntes achavam que a alma se dividia, por tomar o efeito pela
causa. Ao verem o Espírito tomando formas diferentes, e até se dividindo
quando conveniente, propuseram a teoria da divisibilidade da alma, dizendo
que essa tomava corpos inferiores, na escala dos próprios animais. Tomavam
o perispírito, ou mesmo o fluído vital, por Espírito. Agora que se conhece
a função do perispírito e, por conseguinte, do fluído universal, que ativa
nos homens os órgãos, retiram-se às dúvidas, compreendendo que o Espírito
é imortal e que a vida pode continuar em toda parte.
O Espiritismo é uma ciência dotada da mais profunda religiosidade, com
conseqüências filosóficas, de modo a entender e ensinar aos seus
profitentes a ciência da vida e a revelar todas as leis naturais criadas
pela Divindade. É nessa revelação que ficamos compreendendo o que existe
no campo espiritual, o trabalho dos Espíritos e a assistência dada por
eles aos homens. Ainda mais, ele ensina os processos mais acertados da
comunicação entre os dois planos e as diretrizes que se pode tomar para
comunicar com os benfeitores da humanidade. A mediunidade é a chave de
toda essa doutrina; se queremos usá-la bem, busquemos no Evangelho de
Jesus os seus variados métodos, simples, mas profundos, de educação dos
sentimentos. Surgem todos os dias novas etapas de esclarecimento, novas
lições que enriquecem o coração e engrandecem a inteligência. Logo que nos
cientificamos de que a alma é imortal e que quando na carne podemos nos
comunicar com os que já passaram para o outro lado da vida, anima-nos toda
à vontade de viver, devido à idéia da imortalidade sustentar a nossa
esperança.
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