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Comentário de Miramez psicografado João Nunes Maia
Podemos comparar a linha evolutiva dos Espíritos, desde a sua formação a
angelitude, como as vidas humanas, desde o berço ao tumulo. As diferenças
são enormes entre os seres humanos, diferenças estas que partem da
maturidade, que nunca é igual, do tempo de vida de cada ser. Os Espíritos,
igualmente, são assim: eles se diferenciam pelo tempo. Certamente, os mais
velhos carregam consigo maior número de experiências, e essas experiências
lhes conferem despertamento mais seguro. Não negamos o livre arbítrio de
todas as criaturas de Deus, porém, não podemos nos esquecer das suas
limitações em todas as direções em que foram chamadas a viver.
Esses processos ainda escapam às pesquisas da ciência dos homens, mas no
alvorecer de um amanhã próximo, poderás ter algumas noticias sobre o
Espírito imortal, sua vida e sua volta ao Criador, na feição do Espírito
filho deste mesmo Deus, onde poderá desfrutar das glórias espirituais com
plena consciência de si mesmo. É nessa descida e subida, nesse esforço
permanente do Espírito, que a vida torna novas dimensões, pelo acervo de
luzes acumuladas na sua estrutura mais intima, como sendo o sol em
completa conexão com o sol maior. Nunca podemos dizer que uns sofrem
tormentos dos seus próprios erros e outros não, que o despertamento de uns
se processam sem sacrifícios, enquanto outros foram torturados pelos seus
desequilíbrios, como sendo demônios.
O livre arbítrio se expressa noutro sentido, de difícil entendimento,
mesmo para os espiritualistas. Os que escolhem o mal são Espíritos aos
quais faltam experiências no campo de ascensão. O que chamamos de mal
convida a alma com as facilidades inerentes as suas ilusórias conquistas,
e todos nós passamos pelas ilusões da vida. Como precisamos da teoria,
para que comecemos as práticas, ninguém toma água, sem primeiro ter a
sede, nem come sem apresentar a fome, e pessoa alguma veste, sem primeiro
estar nua. Como não passar pelas experiências, para depois vivê-las?
Ninguém parte de Deus retamente, sem nenhum problema. As contradições, nós
mesmos é que as criamos, para nós mesmos as resolveremos, assegurando o
próprio mérito no coração, como sendo o esforço da boa luta.
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