Aprendendo com o Livro dos Espíritos questão 68
A morte é sinônimo de desagregação da forMa física, sem que desapareça a
vida do corpo, e muito menos a do Espírito. Tudo criado por Deus tem vida
imortal. O que ocorre são infinitas transformações, que se processam no
seio daquilo que existe. E quando nos é facultada a oportunidade de falar
sobre o Espírito, geralmente usamos termos conhecidos pela humanidade,
porém, todos eles são pobres para explicar o valor da alma. Alhures
dizemos que o Espírito é vida , no entanto, a vida é atributo do Espírito,
como o amor, a caridade etc... Todos os valores que conhecemos são
atributos dessa chama divina, que acordam em si e com a sua presença. Qual
a definição que poderemos dar para Espírito? Onde encontraremos termos
adequados? A pobreza da linguagem nos enfraquece a razão; sentimos o que é
o Espírito sem ter condições de descrever o que realmente ele é. Por aí,
pode-se deduzir o que Deus representa para nós, e as dificuldades que
temos para falar sobre o Soberano Senhor. Pouco passamos do entendimento
do índio e, se quisermos avançar, d iremos, repetindo João Evangelista:
Deus é amor. E com mais propriedade repetiremos Jesus, quando nos ensina:
Pai nosso que estás nos Céus...
A morte que muitos temem na Terra é uma renovação, é uma mudança de
dimensão da alma, para que esta compreenda melhor as leis da vida. Muitos
perguntam se a inteligência é o Espírito, e nós repetiremos que ela é um
atributo, um dom que acordou, como muitos outros, na forja divina da
consciência. E é nessa linha de entendimento que notamos que nada morre;
tudo vive na vida de Deus. E quando começamos a despertar para Cristo, os
caminhos que se abrem são infinitos, rumo à felicidade imortal, nos
ensejando alegria duradoura e a paz imperturbável do coração. É, pois, o
conhecimento da verdade que nos liberta das trevas para a luz, de sorte a
somente conhecermos a vida e tirarmos da mente a preocupação com a morte.
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