Aprendendo com o Livro dos Espíritos questão 27
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus,
espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade
universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal,
que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria
propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer
ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo
com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades
especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não
haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o
Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas
inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a
infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o
Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em
perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a
gravidade lhe dá.”
Há duas forças distintas, consubstanciadas no mesmo princípio, e um
comando central com personalidade independente, como comando único de
todas as coisas: matéria e Espírito, e Deus. Todavia, entre uns e outros,
necessário se faz a existência de fluidos imponderáveis, cada vez mais
puros, de conformidade com a pureza da forma ou da inteligência. Não
podemos confundir essas divisões altamente distintas umas das outras, pelo
seu modo de ser, pelas vibrações correspondentes ao estado em que se
encontram, na posição de servos do Senhor.
Matéria é matéria, Espírito é Espírito e Deus é Deus, porém, a matéria vem
do Espírito e o Espírito vem de Deus. Certos pormenores que desconhecemos,
mais tarde nos serão revelados, quando a nossa evolução comportar tais
segredos, na gravação das nossas necessidades. Por enquanto, devemos nos
conformar com o que já nos foi dado através de inúmeras revelações e dados
preciosos, por diversas vias que a Inteligência
Suprema achou conveniente. Quando o discípulo está pronto, o Mestre do
Saber aparece, muitas vezes de forma surpreendente.
O homem inteligente deste fim de século está compreendendo a existência de
fluido sutil na natureza, apresentando muitas escalas vibratórias,
sentindo a comunicação deste fluido em todas as direções da vida. Ele é
comandado pelo Espírito, mas, com alta ressonância da matéria. Ele é o
intermediário entre um e outro, para que nada fique separado do comando
central, que é Deus. Este fluido universal dimana do Criador na sua pureza
virginal, e ao sair das sutilezas peculiares da sua fonte, começa a se
transformar, obedecendo a regras e formando ambientes, sem que a nossa
inteligência possa determinar os seus caminhos, por serem indescritíveis,
até a matéria bruta de formas variadas.
A mediunidade operante com Jesus Cristo poderá ser um fulcro de mutações
dos fluidos e magnetismo de variadas ordens, que aos homens chegarão de
todas as direções para corrigir os desequilíbrios de variadas
características. A mente humana, adestrada nos conceitos do Divino Mestre,
que exercita todos os dias as virtudes anunciadas por Jesus e por Ele
vividas, fica capacitada para fazer do éter físico o magnetismo puro que
restabelece todas as coisas e harmoniza todos os corpos, doando ainda, a
todos os seres, uma cota de energia, donde nasce a maior esperança para os
sofredores: a esperança de viver e confiar na vida e em Deus. Essas
transmutações nascem na fonte de um estado d'alma divino, que se chama
Amor. A matéria e o Espírito são como que um corpo, onde se move o Comando
Divino, na sua maior expressão de ser o que é.
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