Aprendendo com o Livro dos Espíritos Questão 3
A Suprema Majestade do Universo é, por dignidade própria, o Inconcebível e
o Incomparável. Não é digno de um raciocínio apurado dizer que Deus é
infinito. Se não sabemos o que é o infinito, por faltar, ainda que seja
uma abstração, sentido para tal, na mente dos povos, e mesmo dos
Espíritos, Ele passa a ter a Sua existência; e, se Ele existe, foi criado.
Não pode ser, nem ter os mesmos valores do seu Criador. A dedução
formulada surge, certamente, da pobreza de linguagem, nunca para diminuir
a personalidade central de todas as coisas. Nada se pode comparar ao
Arquiteto Universal; da sua vida estuante e vigorosa saem vidas com a
marca do Seu amor incomparável. Somos todos filhos do Amor.
Somos Espíritos imortais. Estamos inseridos, se assim podemos dizer, no
bojo do infinito, cujo movimento lembra a inspiração e expiração que nos
sustenta todos. Usamos de todos os meios disponíveis que já conhecemos
para conhecer o desconhecido, pois é a razão, a ciência, a filosofia e a
própria religião, que nos induzem a isso; no entanto, somente o amor mais
puro é que nos faz sentir o nosso Pai mais próximo de nós, a pulsar dentro
dos nossos corações e a nos dizer: A paz seja convosco, que traduz toda a
felicidade na brandura e suavidade do seu calor espiritual.
Sabemos que toda definição, se referindo a Deus, é incompleta; todavia,
vamos transcrever a do Apóstolo João, por não encontrarmos outra melhor:
Deus é Amor. Ainda assim, entendemos que o Amor é atributo da Divindade.
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