“Não; falta-lhe para isso o sentido.”
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Comentários de Miramez da obra filosofia espírita psicografada por João Nunes Maia
Estamos muito apegados às coisas de criança, pela força do nosso tamanho
evolutivo. A mente cresce no ritmo que as leis determinarem, sem com isso
perturbar o andamento da ponderação. Não devemos entregar os nossos
deveres a Deus. Ele está sempre presente pelos meios que acha conveniente;
entretanto, a nossa parte temos de fazê-la, e, ainda mais, aprender a
fazê-la bem. Enquanto permanecermos na ignorância, sofreremos as suas
conseqüências. A justiça vibra em toda a criação como agente de Deus,
acompanhada pela misericórdia do Seu amoroso coração, que bate dentro do
infinito, no ritmo da Luz.
Se a luz do Sol físico, para chegar à Terra, passa por muitas filtragens e
se divide em raios incontáveis para nos beneficiar todos, o que dizer da
luz do Sol espiritual? A razão nos diz que ela tem infinitas modificações
para ajudar, servindo de estímulo a todas as vidas. Toda verdade é
relativa ao ambiente a que deve chegar. Quem desconhece as leis naturais
que vigoram no mínimo movimento dos átomos nos mundos que bailam nos
espaços, não poderá conhecer essas mesmas leis que regulam a harmonia do
seu próprio corpo, ou dos corpos que servem ao Espírito, para se expressar
onde se encontra. Procuremos, pela meditação, entender quem nos governa e
sejamos obedientes a essa força universal, que tudo se tornará sereno em
nosso íntimo e ao nosso derredor.
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