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Não é muito difícil conhecerem-se os Espíritos indiferentes ou neutros.
Pelas suas atividades, pelo que falam, dá para se notar o que eles são. O
mundo físico esta cheio destes Espíritos em todas as nações: São almas que
ainda não acordaram para os valores espirituais; ainda dormem na
incapacidade de sentir a beleza da vida imortal. Quando começam a acordar,
as primeiras manifestações são de orgulho e de egoísmo. Não tem o menor
respeito pelos seus irmãos em caminho e quando os ajudam, o móvel é o
ganho. Quando surge a oportunidade de ganhar, escolhem o modo mais fácil,
mesmo que seja em detrimento de seus companheiros. A dor alheia não os
comove: são frios em todas as circunstâncias e se apoderam sempre do
melhor, quando isso lhes é facultado, sem analisarem os defeitos. Quando
estão na direção de algum empreendimento, podem jogar, lançar tudo à
ruína, pelos interesses pessoais; quando feridos no seu orgulho , não
medem sacrifícios de milhares de vidas, mas, provocam guerras e mandam
tirar a vida de tantos quantos lhes caírem nas mãos inconscientes.
Os Espíritos neutros, dos quais nos fala O Livro dos Espíritos, são os
mesmos indiferentes. A frieza deles esfria o amor e a caridade nos
iniciantes da verdade. É necessário que se vigie e ore, em todos os
contatos com essas entidades espirituais, e mesmo com os encarnados, para
não interromper a fé, e a esperança continuar acesa em todos os rumos. São
apegados às coisas imediatas, por não terem percepção no que tange à
verdadeira vida do Espírito. Não acreditam nas leis morais, e facilitam o
seu desregramento, em apoio à satisfação de baixos instintos, que buscam
desfrutar. Quando desencarnados, influenciam muito as pessoas que têm
certas tendências que se afinam com seus sentimentos. São indiferentes no
que toca à vida alheia, por buscarem seus próprios proveitos inferiores,
seja qual for o preço que custe aos que eles sintonizam.
Miramez